sábado, 2 de maio de 2020

MEDICAMENTO É APROVADO NOS EUA PARA TRATAR COVID 19



"Estou feliz em anunciar que a Gilead (fabricante) obteve da FDA uma autorização urgente para o uso do remdesivir", informou Trump na Casa Branca(01-05-2020). O medicamento tem apresentado resultados positivos no tratamento da doença, como um menor tempo de internação. O teste foi feito em 1.063 pacientes, que receberam Remdesivir ou um placebo. O tempo de recuperação dos que receberam o medicamento foi em média de 11 dias. Os que tomaram placebo demoraram 15 dias. O Remdesivir é um antiviral fabricado pela farmacêutica americana Gilead Sciences, que foi desenvolvido pela primeira vez para tratar o Ebola, uma febre hemorrágica viral. 

FONTE:
CORREIO BRASILIENSE

sexta-feira, 1 de maio de 2020

GUSTAVO CABRAL , BIÓLOGO : “Vacina no Brasil começa a ser testada em animais nas próximas semanas”

GUSTAVO CABRAL , IMUNOLOGISTA BRASILEIRO


O imunologista Gustavo Cabral cresceu vendendo frutas na feira de Tucano, interior do sertão baiano. Natural de Creguenhem, povoado na zona rural da cidade, ele só concluiu o ensino fundamental aos 21 anos. Hoje, aos 38, é responsável por chefiar a pesquisa para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus no Instituto do Coração (Incor) da Faculdade de Medicina da USP. Depois de juntar dinheiro por três anos, Cabral conseguiu se mudar para a cidade de Senhor do Bonfim (BA) para graduar-se em ciências biológicas pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb), que abriu as portas para um mestrado em imunologia na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, um doutorado na USP e um pós-doutorado em Oxford, na Inglaterra, e em Berna, na Suíça, onde estudou imunologia aplicada à vacina. Ciência tenta responder ao maior enigma sobre o coronavírus: a imunidade
Foi de lá que ele voltou há quatro meses, a convite de Jorge Kalil, referência em pesquisas de vacinas, para desenvolver sua pesquisa no Incor. Quando viu as primeiras notícias sobre o novo coronavírus, Cabral não imaginava que precisaria adaptar sua metodologia de trabalho —focada em chikungunya e estreptococos— para desenvolver uma vacina para a covid-19. “À princípio, imaginei que o vírus se concentraria na China, já que existe um sistema de vigilância global. Foi o que aconteceu com o ebola, por exemplo, que não se espalhou. Quando, em fevereiro, às vésperas do Carnaval, o vírus continuava se expandido, pensei ‘agora, ferrou”, diz ele, em bom baianês.
Agora, Cabral e sua equipe trabalham incessantemente enquanto a sociedade espera uma bala de prata contra a pandemia. Ao mesmo tempo, ele reflete —e critica— as políticas de investimento em educação, ciência e tecnologia. “Sabe quando há interesse em investir em ciência e tecnologia para criar balas mágicas? Quando afeta países e classes abastados. O zika vírus, por exemplo, é conhecido desde a década de 1950, mas nunca tinha sido muito estudado. Despertou interesse público quando afetou grandes países [entre 2014 e 2015]. E é que ciência é uma coisa muito cara, quem diz que se faz ciência apenas com boa gestão não sabe do que está falando”, afirma em entrevista ao EL PAÍS.
Ainda durante a graduação, o imunologista montou um projeto de pesquisa para trabalhar com comunidades quilombolas e doenças parasitárias, investigando como os fatores socioambientais impactavam a evolução desses problemas. A milhares de quilômetros do sertão, é ainda nas pessoas mais vulneráveis que ele pensa enquanto desenvolve seu trabalho. “Se o coronavírus causou tanto estrago em países de primeiro mundo, com melhores estruturas sociais e econômicas, o que vai fazer quando adentrar fortemente as comunidades mais vulneráveis do Brasil, os interiores, as favelas? Quando vejo pessoas na rua, penso nesses mais vulneráveis e me pergunto se elas não têm empatia”, diz.
Pergunta. Como funcionam as vacinas contra um vírus?
Resposta. O objetivo da vacina é fazer com o que o vírus seja incapaz de induzir a doença na pessoa. É o que acontece, por exemplo, nas vacinas contra a gripe. Podemos utilizar o vírus inteiro, apenas um pedaço dele, um pedaço do DNA ou um pedaço da proteína desse vírus para colocá-lo no corpo e fazer com que esse corpo reconheça como algo estranho e desencadeie uma resposta imunológica. Quando nosso organismo ataca um corpo estranho, ele gera uma memória imunológica, que faz com que criemos anticorpos contra esses vírus. É o que fazemos com as vacinas. Para um vírus infectar uma célula, ele precisa de algumas proteínas para acoplar-se a ela. Na vacina, podemos usar uma parte dessa proteína e induzir o sistema imunológico a responder só a esse pedaço, mas ele já não vai conseguir entrar na célula.
P. Qual a diferença entre o projeto do Incor e as pesquisas feitas em outros países?
R. Antes de responder, é preciso dizer que cada país ou empresa tem seus próprios interesses. Por exemplo, se uma empresa tem a patente de uma metodologia, não importa que haja outra melhor, ela vai investir totalmente naquela que vai gerar lucro. Aqui no Brasil já temos uma certa folga em relação a isso. No Incor, trabalhamos sem essa pressão. Quando fui chamado para liderar o projeto, a primeira coisa que expliquei foi que nossa prioridade seria garantir uma vacina segura, já que não sabemos quase nada desse novo coronavírus. Vamos privilegiar a segurança e a eficiência da vacina em vez da rapidez. Decidimos não utilizar o material genético do vírus, porque não temos ainda informações suficientes sobre ele. Utilizamos as metodologias que aprendi nos últimos cinco anos na Inglaterra e na Suíça: em vez de usar o material genético do coronavírus, trabalhamos com partículas dele que são responsáveis por entrar nas células humanas. São as coroazinhas do vírus, chamadas de “proteína de spike”. Juntamos esses fragmentos com partículas sintéticas, parecidas com vírus, mas sem material genético, ou seja, ocos, para impedir multiplicação. São os VLPs [da sigla em inglês Virus Like Particles], um emaranhado de proteínas. Como os VLPs imitam um vírus, o sistema imunológico estranha e reage tanto a essas partículas quanto ao pedaço do coronavírus colocado nelas.
P. Em que fase de desenvolvimento vocês estão?
R. Podemos considerar que estamos começando, por causa da urgência da pandemia. Mas estamos muito adiantados no quesito da produção intelectual, com a produção dos VLTs e das proteínas, a formulação da vacina já está bem adiantada. Os trabalhos in vitro também estão adiantados e já estamos partindo para os testes pré-clínicos em modelos animais nas próximas semanas. Com a corrida para ver quem cria a vacina primeiro, alguns países querem pular da experimentação in vitro direto para seres humanos, mas isso é uma loucura. Mesmo com todo o arcabouço teórico, o corpo humano é muito complexo, sempre vai nos mostrar alguma surpresa. É imprescindível testar antes em animais.
P. Se a pesquisa avançou tanto em pouco tempo, porque se fala em até dois anos para que a vacina chegue ao mercado?
R. Quando se desenvolve uma vacina, é possível adiantar a parte teórica com vários virologistas, infectologistas e imunologistas. Essa parte técnica é rápida. Mas, quando partimos para a experimentação em seres vivos, a coisa muda. Preciso pelo menos de 15 dias para avaliar como o corpo do animal vai reagir. Analisamos essa reação e vamos ajustando, de certa forma, a vacina até que ela seja totalmente eficiente. Nisso vão um mês ou dois. Com os resultados, vamos experimentando em outros modelos animais até que eles neutralizem o vírus a um ponto em que seja seguro testar em seres humanos. Depois disso, vêm os estudos sobre a toxicidade da vacina. Teremos que desenvolver uma enorme bateria de informações para justificar o encaminhamento da vacina para os órgãos de análise específicos. Aí entra a questão burocrática, que, devido à urgência, pode até correr rápido. Mas a biologia, infelizmente, nós não podemos apressar. Para saber se o que deu certo no animal vai funcionar em seres humanos, fazemos os estudos clínicos, em que pegamos uma pequena quantidade da vacina para testar se há uma resposta imunológica. Em caso positivo, testamos uma quantidade maior até que o vírus seja neutralizado.
P. Apesar das diferentes abordagens em cada país, a comunidade científica tem trocado informações sobre essas pesquisas?
R. Para mim, tanto faz se serei eu ou outro cientista que vai criar primeiro a vacina, eu quero mais é que ela seja desenvolvida. Mas, como pesquisador, e falando de forma realista, jamais trocarei informações com uma empresa que não invista financeiramente no projeto. Entre cientistas, sim, conversamos muito. Nossa equipe, por exemplo, trabalha muito com a Fiocruz de Minas Gerais. É verdade que nós, pesquisadores, temos o ego grande, mas, neste caso, estamos falando de salvar vidas humanas, então trocamos muitas informações.
P. Uma vacina desenvolvida por um centro público de pesquisa, como o Incor, vai de encontro aos interesses farmacêuticos?
R. Eu, pessoalmente, não estou nem aí se a pesquisa vai de encontro a qualquer empresa. O que queremos é desenvolver uma vacina extremamente eficaz e segura, que seja publicada e produzida.
P. O que uma pesquisa como essa, durante uma pandemia global, evidencia sobre a necessidade de investimento público em educação e pesquisa?
R. A gente teve um pico de investimento em ciência e tecnologia em 2004. Em 2014, o dinheiro público aplicado no setor foi para níveis menores que 2004. E perder investimento em ciência e tecnologia é perder também capacidade de vigilância em saúde. Tivemos um recente exemplo disso, com a crise do zika vírus. Se tivéssemos aprendido a lição naquele momento, estaríamos muito mais preparados para enfrentar o coronavírus agora. Cortar investimento é algo tão obtuso, que as pessoas falam da importância econômica de economizar verba pública sem lembrar que investimento em ciência, tecnologia e inovação significa economia permanente. Se você produz conhecimento, a gente para de importar insumos, produz internamente e ainda vamos importar. É o que acontece, por exemplo, com o soro antiofídico, que o Brasil exporta para toda a América Latina. Então, investir em ciência e tecnologia, sobretudo neste momento, é estratégia econômica e de saúde pública.
Outra coisa é que eu, por exemplo, se não tivesse bolsa de estudo, não teria condições de parar de trabalhar e estudar e fazer pesquisa. Ou seja, se a gente para de investir, perdemos o que temos de mais precioso, o talento humano.
P. Além da importância desse investimento, que outras lições o Brasil poderia ter aprendido com a crise do zika vírus?
R. Países têm capacidade de se recuperar economicamente até de uma guerra, mas não há recuperação de vida. Os brasileiros que foram afetados, direta e indiretamente com a epidemia de zika viverão para sempre com essas sequelas. Uma coisa que aquela crise evidenciou foi a importância também da responsabilidade social, que, naquele momento, tinha a ver com o combate ao Aedes aegypti. Hoje, tem a ver com a quarentena: não é responsabilidade exclusiva das autoridades determinar que as pessoas fiquem em casa, essa é uma obrigação de todos.
Há uma responsabilidade também de pressão social. Depois que passou o pico do zika vírus, todo o investimento na produção de uma vacina contra ele foi cortado. A sociedade precisa entrar nesse jogo, porque daqui a menos de um ano a pandemia de coronavírus não estará tão forte como agora, a vacina estará prestes a ser testada em humanos e, se não houver pressão popular e política, o mesmo vai acontecer, perderemos o investimento.
P. E quais aprendizados vão ficar depois da pandemia?
R. O melhor aprendizado é que ciência e sociedade têm que andar juntas. Sem isso, continuaremos dependendo só de opiniões políticas para decidir se tomar cloroquina contra um vírus ou não, por exemplo. Isso não se faz com base em opiniões, diz respeito a uma questão médica-científica. Se ficarmos no jogo político, todos vamos perder.





MEDICAMENTO MOSTRA RESULTADOS POSITIVOS EM PACIENTES COM COVID19

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O laboratório americano Gilead anunciou nesta quarta-feira (29) que o medicamento Remdesivir mostrou resultados "positivos" em pacientes de covid-19, no âmbito de um grande teste clínico em parceria com os Institutos de Saúde dos Estados Unidos."A Gilead Sciences teve conhecimento de dados positivos procedentes do estudo conduzido pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas sobre seu medicamento antiviral remdesivir para o tratamento da covid-19", afirmou a empresa, sem revelar detalhes.



FONTE:

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2020/04/29/laboratorio-americano-anuncia-resultados-positivos-de-grande-teste-com-medicamento-para-coronavirus.htm?cmpid=copiaecola

MAIS DE 130 TERAPIAS CONTRA CORONAVÍRUS EM ESTUDO


Os esforços de colaboração, sem precedentes na indústria farmacêutica, aceleraram de forma considerável a pesquisa de tratamentos seguros contra o novo coronavírus. "Mais de 130 terapias estão em estudo", declarou o diretor-geral da IFPMA, Thomas Cueni, em entrevista coletiva remota com diretores de laboratórios farmacêuticos, que detalharam seus trabalhos envolvendo diferentes terapias, como os antivirais e a imunoterapia. Segundo Cueni, 68 delas são terapias novas, e as demais, remédios já existentes, cuja eficácia contra o novo coronavírus está sendo testada. A maioria se encontra nas primeiras etapas de testes, embora já tenham começado mais de 25 testes clínicos. Segundo diretor-geral da IFPMA, 68 trabalhos são terapias novas, e as demais, remédios já existentes Segundo Thomas Cueni, o anúncio de um tratamento eficaz contra a doença poderia acontecer em menos tempo. José Baselga, vice-presidente-executivo da AstraZeneca, alertou para a necessidade de evitar precipitações na hora de encontrar o tratamento. "Temos que ter testes bem controlados", advertiu.



FONTE:  

Tocilizumabe tem resultados promissores contra Covid 19






Um ensaio clínico francês com o medicamento tocilizumabe, um antiinflamatório para a artrite reumatoide, revelou resultados promissores em casos graves de covid-19, segundo cientistas e autoridades de saúde da França. O medicamento reduziu "significativamente" a proporção de pacientes que tiveram de ser internados em unidades de terapia intensiva ou morreram, na comparação com doentes que receberam o tratamento padrão, ou seja, antibióticos, oxigênio e anticoagulantes, segundo a Assistência Pública - Hospital de Paris (AP-HP), que realizou o estudo. No total, 129 pacientes com covid-19, com pneumonia moderada ou grave — que precisavam de oxigênio, mas não estavam intubados em um respirador — participaram do estudo clínico realizado em 13 hospitais de Paris e seus arredores.Entre os pacientes, 65 receberam o tratamento habitual mais o tocilizumabe (uma ou duas injeções em 14 dias) e os outros 64 apenas a medicação padrão durante esse mesmo período. Os cientistas também observaram que não houve diferenças em termos de efeitos colaterais entre os dois grupos. Os resultados deverão ainda ser confirmados por testes suplementares e publicados em uma revista científica, o que deve ocorrer nas próximas semanas. Os pesquisadores da AP-HP preferiram não revelar dados mais precisos desses resultados ainda preliminares. Não se sabe ainda qual foi a diminuição do número de mortes ou de casos em que foi evitada a transferência para terapias intensivas. Eles se limitaram a dizer que, em razão da pandemia, se sentiram "obrigados" a comunicar a informação enquanto aguardam a avaliação, por outros cientistas, de suas conclusões iniciais. "É o primeiro medicamento testado em um ensaio clínico em que se observa um efeito significativo" informou a direção geral da Saúde da França, ligada ao ministério da pasta, que menciona ainda "resultados encorajadores". O tocilizumabe, um modulador do sistema imunológico fabricado pela Roche bloqueia o receptor de uma proteína do sistema imunológico que tem um papel importante no processo inflamatório. Cientistas vêm afirmando que a chamadas "tempestade de citocina", uma reação hiperinflamatória de origem imunológica, pode ter um papel-chave nos casos graves de covid-19, levando a uma insuficiência respiratória aguda que pode provocar a morte. As citocinas são substâncias produzidas pelo sistema imunológico para regular sua ação. Elas favorecem a reação inflamatória, que é uma resposta de defesa do organismo contra uma agressão, como um vírus. Mas no caso da "tempestade de citocina", o sistema imunológico fica desregulado e há reações inflamatórias que podem causar a morte.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

CORONAVÍRUS AFETOU O TRAFICO DE DROGAS NO MUNDO


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Os traficantes de drogas também sofrem os efeitos da crise do coronavírus. Mais do que as campanhas de repressão à venda e ao consumo de entorpecentes, as medidas de confinamento para lutar contra a covid-19 penalizaram seriamente toda a ‘cadeia produtiva’ das drogas, do produtor ao consumidor final. A recente evolução dos preços revela a magnitude do fenômeno no mundo dos entorpecentes. No Peru, o segundo país produtor de cocaína, depois da Colômbia, o preço da folha de coca despencou 70%. A queda vertiginosa levou a federação de produtores a pedir ajuda ao governo. Como na Colômbia, a atividade dos cartéis parece totalmente congelada pelo fechamento das fronteiras. Por outro lado, nos países consumidores, onde a mercadoria não chega mais, os preços aumentam. O preço da cocaína explodiu no Brasil e o da cannabis está aumentando consideravelmente na Europa, assim como o das drogas sintéticas amplamente usadas nos Estados Unidos, o fentanil e principalmente a metanfetamina. Esses aumentos são frequentemente oportunistas. Os distribuidores anteciparam uma diminuição no fornecimento antes que isso ocorresse. Os cartéis mexicanos também são suspeitos de exagerar na retenção do produto numa tentativa de aumentar os preços. Mas a verdade é que as “mulas”, como são chamados os transportadores de drogas, não podem mais pegar o avião, e que o “go-fast”, como são conhecidos os motoristas que fazem viagens ultra-rápidas para entregar as drogas (entre Espanha e França, por exemplo), estão parados. A paralisia do transporte é uma grande desvantagem para esse tráfego globalizado. Como bons gerentes preocupados em reduzir seus custos, os cartéis sul-americanos importam os componentes químicos essenciais para a produção de drogas sintéticas do país que oferece mais vantagens financeiras, ou seja, a China. O fechamento de seu principal fornecedor, uma empresa em Wuhan, cidade onde a pandemia começou, inviabilizou essa indústria. Os preços de alguns insumos triplicaram no México, e os barões do tráfico já estão recrutando produtos químicos para produzi-los localmente. Os serviços de repressão ao narcotráfico querem aproveitar esse contexto para intensificar a luta contra os produtores e traficantes de drogas. Mas a disseminação da covid-19 frustrou esses planos: a aplicação da lei nos países produtores é monopolizada pelo coronavírus, ou mesmo dizimada pela epidemia, como no Peru. Além disso, os cartéis, que por natureza são usados ​​para contornar leis e enganar a vigilância policial, estão adaptando e desenvolvendo vendas online por meio da darknet, bem como um novo tipo de transporte por drones ou avião leve. Por fim, o transporte por navio continua sendo uma maneira segura de transportar mercadorias: apenas 2% dos contêineres estão sujeitos a controles alfandegários. O tráfico de drogas continua sendo uma indústria florescente, com uma receita anual estimada em US$ 650 bilhões. 

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SEM VACINA PARA COVID19 SERÁ IMPOSSÍVEL REALIZAR O CARNAVAL EM 2021



O governador Rui Costa (PT) revelou que sem a existência de uma vacina contra o novo coronavírus é impossível pensar na realização do Carnaval de Salvador em 2021. “Não tenho dúvida, nem Carnaval, nem reveillón", disse a Record TV Itapoan. "Não só no Brasil, no mundo inteiro, não haverá show enquanto não tiver a vacina, por que nós podemos ter uma segunda ou terceira onde de contaminação e matar milhões de pessoas. Não haverá, com certeza, aglomeração de pessoas”, comentou o governador. Rui já tinha confirmado o cancelamento das festas juninas nas cidades do interior da Bahia .
O governador explicou que o cancelamento será em razão da aglomeração de pessoas. “O vírus vai estar circulando o ano inteiro, no mundo inteiro, até se produzir uma vacina. Vi a OMS anunciar que a vacina só deve estar disponível com produção em escala mundial, em um cenário otimista, em 9 ou 10 meses, então não haverá aglomeração neste período", finalizou.

sábado, 25 de abril de 2020

MORRE O DITADOR SUL COREANO KIM JONG UN



As notícias sobre o estado de saúde do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, vêm confundindo o mundo desde que o sumiço dele na mídia foi notado. O site norte-americano T M Z afirmou neste sábado (25) que o ditador morreu, ou está em coma, depois de uma cirurgia no coração ter dado errado.
O site afirma que, segundo veículos de mídia na China e no Japão, ele teria sido atendido às pressas por uma equipe de cirurgiões chineses, enviada no começo da semana. As informações foram postadas na rede social Weibo pela vice-diretora de um canal de notícias de Hong Kong e foram amplamente compartilhadas.
O TMZ afirma que Kim Jong Un, de 36 anos, teve um problema no coração e, no começo de abril, caiu enquanto visitava o interior da Coreia do Norte. “Ele precisava de um implante de stent, mas, aparentemente, o procedimento não foi feito rápido o suficiente ou foi completamente mal feito pelo cirurgião”, diz a publicação.
As notícias sobre a saúde do ditador norte-coreano não foram confirmadas por fontes oficiais, mas a agência sul-coreana Yonhap divulgou que o sumiço de Kim Jong Un estava causando estranheza na região. Ele não comparece a eventos públicos desde o início de abril.
O TMZ ressalta que, neste sábado, são comemorados os 88 anos de fundação do Exército Revolucionário do Povo Coreano e, normalmente, o ditador faz aparições nesta data. Repórteres locais afirmam que, se Kim Jong Un estivesse bem, sua equipe daria um jeito de fazê-lo aparecer e acabar com os boatos.
O TMZ afirma que Kim Jong Un, de 36 anos, teve um problema no coração e, no começo de abril, caiu enquanto visitava o interior da Coreia do Norte. “Ele precisava de um implante de stent, mas, aparentemente, o procedimento não foi feito rápido o suficiente ou foi completamente mal feito pelo cirurgião”, diz a publicação.
As notícias sobre a saúde do ditador norte-coreano não foram confirmadas por fontes oficiais, mas a agência sul-coreana Yonhap divulgou que o sumiço de Kim Jong Un estava causando estranheza na região. Ele não comparece a eventos públicos desde o início de abril.
O TMZ ressalta que, neste sábado, são comemorados os 88 anos de fundação do Exército Revolucionário do Povo Coreano e, normalmente, o ditador faz aparições nesta data. Repórteres locais afirmam que, se Kim Jong Un estivesse bem, sua equipe daria um jeito de fazê-lo aparecer e acabar com os boatos.

CRISE GOVERNAMENTAL



O presidente Jair Bolsonaro rebateu as acusações feitas por Sergio Moro, que pediu demissão do ministério da Justiça plena pandemia de Coronavirus  acusando-o de tentar interferir politicamente na Polícia Federal ,”Moro tem compromisso apenas consigo próprio, com seu ego e não com o Brasil” disse Bolsonaro.  Moro deixou a pasta nesta sexta-feira pela manhã, após a exoneração do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo , dizendo ter sido surpreendido.  Em pronunciamento no final da tarde, Bolsonaro afirmou que Moro havia sido comunicado da demissão do diretor da PF, mas que o pediu que esperasse até novembro quando, segundo Bolsonaro, Moro seria indicado para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O ex-juiz apresentou trechos de conversas que desmentem o presidente. A saída de Sergio Moro do Governo de Jair Bolsonaro aprofunda a crise no Brasil, já afetado pela Covid 19, que provocou cerca de 4mil mortes até esse sábado (25).

TUCANO NO COMBATE AO CORONAVIRUS




Prefeitura Municipal de Tucano têm feito medição de temperatura em postos de barreiras sanitárias para quem circula na área do município . O objetivo é prevenir e impedir o avanço do coronavírus. O município com cerca de 55 mil habitantes , não registra casos da doença. Outras medidas como uso de máscaras ,distanciamento social e atividades  sem  aglomerações de pessoas tem sido acatado pelos  munícipes. A prefeitura fez a comprar de 06 respiradores , insumos e EPIs.
Profissionais da saúde, segurança e limpeza publica mostrando constante empenho.
A população  e comerciantes mostrando preocupação e cooperação. 

 Assim todos  venceremos !


Marcio News Agora
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sábado, 11 de abril de 2020

HOMEM INTERNADO C0M COVID 19 FOGE DE HOSPITAL



Morador de rua, o  homem, que 
 não teve identidade divulgada, fugiu 
 das instalações do hospital ainda com eletrodos   colados pelo corpo 
 durante um surto, segundo a Coordenação de Vigilância em Saúde.
Ele deixou a unidade hospitalar a pé e logo em seguida
 subiu em um mototáxi. 
De acordo com o prefeito de Parintins, Bi Garcia, o homem
 é um dos cinco casos confirmados de Covid-19 na cidade.
Ele fugiu após ter um surto de abstinência.
Após fuga de hospital, paciente com coronavírus subiu em mototáxi — Foto: Reprodução
"Ele estava internado. É um andarilho, usuário de drogas.
No processo de abstinência, surtou e conseguiu fugir
do hospital. 
Ele foi imediatamente recapturado e internado novamente.
Está isolado e em tratamento para o coronavírus", afirmou o
 prefeito.

Fonte

sexta-feira, 10 de abril de 2020

CORONAVÍRUS NA BAHIA

COM 267 CASOS CONFIRMADOS, BAHIA INVESTIGA 15 MORTES POR ...



A Bahia registra 604 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19). 
Até o momento, 3.404 casos foram descartados e houve 19 óbitos, sendo 
11 do município de Salvador e oito nos municípios de Lauro de Freitas (1), Itapetinga (1), Utinga (1) e Adustina (1), Araci (1), Itagibá (1), Uruçuca (1) e Ilhéus (1). Dos casos confirmados, 66 são profissionais, sendo 17 médicos.

Este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 13 horas desta sexta-feira (10). Ao todo, 146 pessoas estão recuperadas e 23 encontram-se internadas, sendo 9 em UTI e 14 em enfermaria. 

Notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais.