Após sentir desconforto abdominal ,o prefeito de São
Paulo Bruno Covas, foi hospitalizado no Sirio-Libanês na tarde desta
quarta-feira(13) para uma avaliação clinica. Os resultados iniciais dos exames indicam que trata-se de uma colite (Inflamação
do cólon do intestino grosso). O ultimo boletim médico informa que
Bruno passa bem. Vale lembrar que Bruno também faz tratamento contra um câncer desde 2019.
quinta-feira, 14 de maio de 2020
quarta-feira, 13 de maio de 2020
MORRE O COMANDANTE DA GUARDA MUNICIPAL DE FEIRA DE SANTANA
.
Faleceu nesta quarta-feira (13) o comandante da da
Guarda Municipal de Feira de Santana, Antonio Élio Neris dos Santos. Estava
doente e em tratamento no Hospital Geral Clériston Andrade. Ainda não foi
divulgada a causa da morte. Comandante Élio tinha 44 anos de idade e há 14 anos
integrava a Guarda Municipal. O prefeito Colbert Martins Filho decretou luto
oficial de três dias no município.
CANTORA LUDIMILLA É INTERNADA AS PRESSA
Cantora Ludimilla , passar mal e é internanda as pressas em hospital do Rio de Janeiro, segundo o Yahoo Noticias, seria por causa de uma inflamação nos rins, já o site G1 diz que a assessora da cantora informou que Ludimilla passa bem.
MARCIO NEWS AGORA
terça-feira, 12 de maio de 2020
JAPÃO ESTÁ FORNECENDO ANTIVIRAL PROMISSOR PARA TRATAR COVID 19

O ministro da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão, Kato Katsunobu, afirmou hoje (12) que o governo começou a fornecer a recém-aprovada droga remdesivir a instituições médicas para o tratamento de pacientes com o novo coronavírus. Nesta terça-feira, Kato declarou que a entrega do antiviral fornecido por sua fabricante americana havia sido iniciada no dia anterior. O remdesivir é o primeiro medicamento autorizado pelo Japão para o tratamento de pacientes com a covid-19. Sua aprovação foi acelerada na semana passada, após somente três dias de avaliação, depois de a droga ter sido aprovada para uso emergencial nos Estados Unidos. O Ministério da Saúde do Japão planeja administrar o antiviral somente em pacientes com sintomas graves. Segundo o ministro Kato, as autoridades vão checar dados disponíveis online sobre pacientes elegíveis em hospitais para que os suprimentos cheguem adequadamente aos que necessitam do medicamento.
Agência Brasil
MARCIO NEWS AGORA : INTERFERON BETA 1B , ANTIVIRAIS MOSTRARAM BONS RES...
MARCIO NEWS AGORA : INTERFERON BETA 1B , ANTIVIRAIS MOSTRARAM BONS RES...: Uma combinação dos antivirais Interferon beta-1b, lopinavir–Ritonavir (remédio usado contra o vírus da HIV), e a Ribavirina (frequentem...
segunda-feira, 11 de maio de 2020
ANTICOAGULANTE PODE REVERTER CASOS GRAVES DE COVID 19 DIZ PESQUISA

Um medicamento anticoagulante poderá salvar a vida de pacientes com a
síndrome de dificuldade respiratória aguda, principal complicação da Covid-19,
associada aos óbitos pela doença.
Uma pesquisa conduzida no Hospital Sírio-Libanês de São Paulo com 27
pessoas constatou que o uso da heparina, remédio indicado para prevenir
trombose, reduziu o tempo de internação e de intubação, mostrando-se uma
estratégia promissora para os casos graves da enfermidade.
O estudo, publicado on-line pela revista British Medical Journal (BMJ),
soma-se a pesquisas anteriores realizadas em outras partes do mundo que também
apontaram os anticoagulantes como um tratamento eficaz para evitar a falência
dos pulmões.
Todas as pesquisas com a substância, porém, são experimentais, e os cientistas alertam que é necessário realizar mais testes com numerosos pacientes, incluindo grupos de controle, para validar a descoberta.
Todas as pesquisas com a substância, porém, são experimentais, e os cientistas alertam que é necessário realizar mais testes com numerosos pacientes, incluindo grupos de controle, para validar a descoberta.
A pesquisa de São Paulo foi idealizada pela
pneumologista Elnara Marcia Negri, do Sírio-Libanês e da Universidade de São
Paulo (USP). Ela conta que a inspiração veio da primeira paciente com Covid-19
que atendeu.
Era uma idosa que apresentava dificuldade para respirar, além de começar a apresentar cianose nas extremidades.
“Era um dedinho roxo, concomitante a um quadro de queda abrupta na oxigenação.” O pulmão insuflava facilmente, mas parecia não estar recebendo oxigênio suficiente. Como ela já estava com trombose no dedo, os médicos decidiram pela medicação anticoagulante.
Era uma idosa que apresentava dificuldade para respirar, além de começar a apresentar cianose nas extremidades.
“Era um dedinho roxo, concomitante a um quadro de queda abrupta na oxigenação.” O pulmão insuflava facilmente, mas parecia não estar recebendo oxigênio suficiente. Como ela já estava com trombose no dedo, os médicos decidiram pela medicação anticoagulante.
Obs: Não use este medicamento sem orientação médica! O uso sem controle médico causa hemorragias e pode levar a
morte.
Pesquisa:
INTERFERON BETA 1B , ANTIVIRAIS MOSTRARAM BONS RESULTADOS CONTRA O COVID 19 DIZ PESQUISADORES

Uma combinação dos antivirais Interferon beta-1b, lopinavir–Ritonavir
(remédio usado contra o vírus da HIV), e a Ribavirina (frequentemente utilizado
em casos de hepatite C) pode ser um tratamento promissor contra o novo
coronavírus. É o que aponta uma pesquisa realizada por seis hospitais de Hong
Kong e publicada na conceituada revista científica The Lancet. O estudo
observou apenas casos mais leves e moderados do vírus. Para a realização do
estudo, 127 pacientes, com idade média de 52 anos, foram separados em dois
grupos. O primeiro, com 86 pessoas, recebeu o coquetel completo e, em média,
sete dias após o início do tratamento teve a proliferação do vírus reduzida,
enquanto o segundo grupo, de controle, era integrado por 41 pessoas, tratadas
apenas com o lopinavir–ritonavir. A redução do vírus no segundo caso foi mais
demorada, de doze dias. A combinação tripla também trouxe bons resultados no
tempo de alta dos pacientes: o primeiro grupo foi liberado em nove dias, e o
segundo, em até 14,5. Quando tratados com o coquetel, os sintomas também
desepareceram mais rápido e em quatro dias as pessoas já viam uma melhora em
seus casos. Quem usou o lopinavir–ritonavir, sozinho, viu o período para o
desaparecimento dos sintomas dobrar. Uma fase “três” da pesquisa ainda será
realizada, segundo os pesquisadores. “Uma próxima fase com interferon beta-1b e
um terceiro grupo de placebo deve ser considerada, porque as comparações entre
os subgrupos apontaram que o interferon beta-1b é um componente chave no nosso
tratamento por combinação. A falta de pacientes em estado grave não permitiu a generalização
das descobertas para casos mais graves”, explica o estudo. O
estudo, do tipo clínico randomizado (quando os participantes são aleatoriamente
distribuídos em dois ou mais grupos de intervenções), foi feito diretamente com
humanos e tem alta credibilidade na comunidade científica.
Pesquisa:
sábado, 2 de maio de 2020
ANVISA ESTÁ EM CONTATO COM A FABRICANTE DO MEDICAMENTO REMDESIVIR NOS EUA
.
Anvisa está em contato com
a Gilead, empresa que fabrica o remdesivir no exterior, a fim de acompanhar a
evolução dos estudos do medicamento para o tratamento da Covid-19.
Nesta sexta-feira (01/5), o Food and Drug
Administration (FDA) autorizou o uso do medicamento nos Estados Unidos para
tratamento da doença em pacientes hospitalizados em estado grave. Nos próximos
dias, a Anvisa fará reunião com a fabricante para verificar o interesse e a
viabilidade do fornecimento do medicamento no Brasil. A Gilead tem vários
ensaios clínicos em andamento para o Remdesivir, com dados iniciais esperados
nas próximas semanas. Caso o benefício do medicamento se comprove, a Anvisa
possui mecanismos, como anuência de uso em programa assistencial e priorização
de registro, para garantir o acesso célere do medicamento à população
O Remdesivir não possui pedido de registro no
Brasil. Até o momento, também não houve solicitação de anuência em pesquisa
clínica com o medicamento remdesivir. Ressaltamos que somente as pesquisas
clínicas que tem a finalidade de subsidiar o registro ou alteração de registro,
como a inclusão de uma nova indicação terapêutica em bula, por exemplo, estão
no escopo de atuação da Anvisa. Outras pesquisas, como as pesquisas científicas
ou acadêmicas, com outras finalidades requerem somente a aprovação pela
instância ética (Comissão Nacional de Ética-Conep e as Comissões de Ética -
CEPs Locais ).
Até
o momento não houve nenhuma solicitação de autorização de uso do medicamento
por meio de Programas Assistenciais (Uso Compassivo e Acesso Expandido).
MEDICAMENTO É APROVADO NOS EUA PARA TRATAR COVID 19
"Estou feliz em anunciar que a Gilead (fabricante) obteve da FDA
uma autorização urgente para o uso do remdesivir", informou Trump na Casa
Branca(01-05-2020). O medicamento tem apresentado resultados positivos no tratamento
da doença, como um menor tempo de internação. O teste foi feito em 1.063
pacientes, que receberam Remdesivir ou um placebo. O tempo de recuperação dos
que receberam o medicamento foi em média de 11 dias. Os que tomaram placebo
demoraram 15 dias. O Remdesivir é um antiviral fabricado pela farmacêutica
americana Gilead Sciences, que foi desenvolvido pela primeira vez para tratar o
Ebola, uma febre hemorrágica viral.
FONTE:
CORREIO BRASILIENSE
sexta-feira, 1 de maio de 2020
GUSTAVO CABRAL , BIÓLOGO : “Vacina no Brasil começa a ser testada em animais nas próximas semanas”
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| GUSTAVO CABRAL , IMUNOLOGISTA BRASILEIRO |
O imunologista Gustavo Cabral cresceu vendendo
frutas na feira de Tucano, interior do sertão baiano. Natural de Creguenhem,
povoado na zona rural da cidade, ele só concluiu o ensino fundamental aos 21
anos. Hoje, aos 38, é responsável por chefiar a pesquisa para desenvolver
uma vacina contra o novo coronavírus no Instituto do Coração
(Incor) da Faculdade de Medicina da USP. Depois de juntar dinheiro por três
anos, Cabral conseguiu se mudar para a cidade de Senhor do Bonfim (BA) para
graduar-se em ciências biológicas pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb),
que abriu as portas para um mestrado em imunologia na Universidade Federal da
Bahia (UFBA), em Salvador, um doutorado na USP e um pós-doutorado em Oxford, na
Inglaterra, e em Berna, na Suíça, onde estudou imunologia aplicada à vacina. Ciência tenta
responder ao maior enigma sobre o coronavírus: a imunidade
Foi de lá que ele voltou há quatro meses, a convite
de Jorge Kalil, referência em pesquisas de vacinas, para desenvolver sua
pesquisa no Incor. Quando viu as primeiras notícias sobre o novo coronavírus,
Cabral não imaginava que precisaria adaptar sua metodologia de trabalho —focada
em chikungunya e
estreptococos— para desenvolver uma vacina para a covid-19. “À princípio,
imaginei que o vírus se concentraria na China, já que existe um sistema de
vigilância global. Foi o que aconteceu com o ebola, por exemplo, que não se espalhou. Quando, em fevereiro,
às vésperas do Carnaval, o vírus continuava se expandido, pensei ‘agora,
ferrou”, diz ele, em bom baianês.
Agora, Cabral e sua equipe trabalham
incessantemente enquanto a sociedade espera uma bala de prata contra a pandemia. Ao mesmo tempo, ele reflete —e critica— as políticas
de investimento em educação, ciência e tecnologia. “Sabe quando há interesse em
investir em ciência e tecnologia para criar balas mágicas? Quando afeta países
e classes abastados. O zika vírus,
por exemplo, é conhecido desde a década de 1950, mas nunca tinha sido muito
estudado. Despertou interesse público quando afetou grandes países
[entre 2014 e 2015]. E é que ciência é uma coisa muito cara, quem diz que se
faz ciência apenas com boa gestão não sabe do que está falando”, afirma em
entrevista ao EL PAÍS.
Ainda durante a graduação, o imunologista montou um
projeto de pesquisa para trabalhar com comunidades quilombolas e doenças parasitárias, investigando
como os fatores socioambientais impactavam a evolução desses problemas. A
milhares de quilômetros do sertão, é ainda nas pessoas mais vulneráveis que ele
pensa enquanto desenvolve seu trabalho. “Se o coronavírus causou
tanto estrago em países de primeiro mundo, com melhores estruturas sociais e
econômicas, o que vai fazer quando adentrar fortemente as comunidades mais
vulneráveis do Brasil, os interiores, as favelas? Quando vejo pessoas na rua, penso nesses mais
vulneráveis e me pergunto se elas não têm empatia”, diz.
Pergunta. Como
funcionam as vacinas contra um vírus?
Resposta. O objetivo da
vacina é fazer com o que o vírus seja incapaz de induzir a doença na pessoa. É
o que acontece, por exemplo, nas vacinas contra a gripe. Podemos utilizar o
vírus inteiro, apenas um pedaço dele, um pedaço do DNA ou um pedaço da proteína
desse vírus para colocá-lo no corpo e fazer com que esse corpo reconheça como
algo estranho e desencadeie uma resposta imunológica. Quando nosso organismo
ataca um corpo estranho, ele gera uma memória imunológica, que faz com que
criemos anticorpos contra esses vírus. É o que fazemos com as vacinas. Para um
vírus infectar uma célula, ele precisa de algumas proteínas para acoplar-se a
ela. Na vacina, podemos usar uma parte dessa proteína e induzir o sistema
imunológico a responder só a esse pedaço, mas ele já não vai conseguir entrar
na célula.
P. Qual a
diferença entre o projeto do Incor e as pesquisas feitas em outros países?
R. Antes de
responder, é preciso dizer que cada país ou empresa tem seus próprios
interesses. Por exemplo, se uma empresa tem a patente de uma metodologia, não
importa que haja outra melhor, ela vai investir totalmente naquela que vai
gerar lucro. Aqui no Brasil já temos uma certa folga em relação a isso. No
Incor, trabalhamos sem essa pressão. Quando fui chamado para liderar o projeto,
a primeira coisa que expliquei foi que nossa prioridade seria garantir uma
vacina segura, já que não sabemos quase nada desse novo coronavírus. Vamos
privilegiar a segurança e a eficiência da vacina em vez da rapidez. Decidimos
não utilizar o material genético do vírus, porque não temos ainda informações
suficientes sobre ele. Utilizamos as metodologias que aprendi nos últimos cinco
anos na Inglaterra e na Suíça: em vez de usar o material genético do
coronavírus, trabalhamos com partículas dele que são responsáveis por entrar nas
células humanas. São as coroazinhas do vírus, chamadas de “proteína de spike”.
Juntamos esses fragmentos com partículas sintéticas, parecidas com vírus, mas
sem material genético, ou seja, ocos, para impedir multiplicação. São os VLPs
[da sigla em inglês Virus Like Particles], um emaranhado de proteínas. Como os
VLPs imitam um vírus, o sistema imunológico estranha e reage tanto a essas
partículas quanto ao pedaço do coronavírus colocado nelas.
P. Em que fase
de desenvolvimento vocês estão?
R. Podemos considerar
que estamos começando, por causa da urgência da pandemia. Mas estamos muito
adiantados no quesito da produção intelectual, com a produção dos VLTs e das
proteínas, a formulação da vacina já está bem adiantada. Os trabalhos in
vitro também estão adiantados e já estamos partindo para os testes pré-clínicos
em modelos animais nas próximas semanas. Com a corrida para ver quem cria a
vacina primeiro, alguns países querem pular da experimentação in vitro direto
para seres humanos, mas isso é uma loucura. Mesmo com todo o arcabouço teórico,
o corpo humano é muito complexo, sempre vai nos mostrar alguma surpresa. É
imprescindível testar antes em animais.
P. Se a pesquisa
avançou tanto em pouco tempo, porque se fala em até dois anos para que a vacina
chegue ao mercado?
R. Quando
se desenvolve uma vacina, é possível adiantar a parte teórica com vários
virologistas, infectologistas e imunologistas. Essa parte técnica é rápida.
Mas, quando partimos para a experimentação em seres vivos, a coisa muda.
Preciso pelo menos de 15 dias para avaliar como o corpo do animal vai reagir.
Analisamos essa reação e vamos ajustando, de certa forma, a vacina até que ela
seja totalmente eficiente. Nisso vão um mês ou dois. Com os resultados, vamos
experimentando em outros modelos animais até que eles neutralizem o vírus a um
ponto em que seja seguro testar em seres humanos. Depois disso, vêm os estudos
sobre a toxicidade da vacina. Teremos que desenvolver uma enorme bateria de
informações para justificar o encaminhamento da vacina para os órgãos de
análise específicos. Aí entra a questão burocrática, que, devido à urgência,
pode até correr rápido. Mas a biologia, infelizmente, nós não podemos apressar.
Para saber se o que deu certo no animal vai funcionar em seres humanos, fazemos
os estudos clínicos, em que pegamos uma pequena quantidade da vacina para
testar se há uma resposta imunológica. Em caso positivo, testamos uma
quantidade maior até que o vírus seja neutralizado.
P. Apesar das
diferentes abordagens em cada país, a comunidade científica tem trocado
informações sobre essas pesquisas?
R. Para mim,
tanto faz se serei eu ou outro cientista que vai criar primeiro a vacina, eu
quero mais é que ela seja desenvolvida. Mas, como pesquisador, e falando de
forma realista, jamais trocarei informações com uma empresa que não invista
financeiramente no projeto. Entre cientistas, sim, conversamos muito. Nossa
equipe, por exemplo, trabalha muito com a Fiocruz de Minas Gerais. É verdade
que nós, pesquisadores, temos o ego grande, mas, neste caso, estamos falando de
salvar vidas humanas, então trocamos muitas informações.
P. Uma vacina
desenvolvida por um centro público de pesquisa, como o Incor, vai de encontro
aos interesses farmacêuticos?
R. Eu, pessoalmente,
não estou nem aí se a pesquisa vai de encontro a qualquer empresa. O que
queremos é desenvolver uma vacina extremamente eficaz e segura, que seja
publicada e produzida.
P. O que uma
pesquisa como essa, durante uma pandemia global,
evidencia sobre a necessidade de investimento público em educação e pesquisa?
R. A gente teve
um pico de investimento em ciência e tecnologia em 2004. Em 2014, o dinheiro
público aplicado no setor foi para níveis menores que 2004. E perder
investimento em ciência e tecnologia é perder também capacidade de vigilância
em saúde. Tivemos um recente exemplo disso, com a crise do zika vírus. Se
tivéssemos aprendido a lição naquele momento, estaríamos muito mais preparados
para enfrentar o coronavírus agora. Cortar investimento é algo tão obtuso, que
as pessoas falam da importância econômica de economizar verba pública sem
lembrar que investimento em ciência, tecnologia e inovação significa economia
permanente. Se você produz conhecimento, a gente para de importar insumos,
produz internamente e ainda vamos importar. É o que acontece, por exemplo, com
o soro antiofídico, que o Brasil exporta para toda a América Latina. Então,
investir em ciência e tecnologia, sobretudo neste momento, é estratégia
econômica e de saúde pública.
Outra coisa é que eu, por exemplo, se não tivesse
bolsa de estudo, não teria condições de parar de trabalhar e estudar e fazer
pesquisa. Ou seja, se a gente para de investir, perdemos o que temos de mais
precioso, o talento humano.
P. Além da
importância desse investimento, que outras lições o Brasil poderia ter
aprendido com a crise do zika vírus?
R. Países têm
capacidade de se recuperar economicamente até de uma guerra, mas não há
recuperação de vida. Os brasileiros que foram afetados, direta e indiretamente
com a epidemia de zika viverão para sempre com essas sequelas. Uma coisa que aquela
crise evidenciou foi a importância também da responsabilidade social, que,
naquele momento, tinha a ver com o combate ao Aedes aegypti. Hoje, tem a ver com a quarentena: não é responsabilidade
exclusiva das autoridades determinar que as pessoas fiquem em casa, essa é uma
obrigação de todos.
Há uma responsabilidade também de pressão social.
Depois que passou o pico do zika vírus, todo o investimento na produção de uma
vacina contra ele foi cortado. A sociedade precisa entrar nesse jogo, porque
daqui a menos de um ano a pandemia de coronavírus não estará tão forte como
agora, a vacina estará prestes a ser testada em humanos e, se não houver
pressão popular e política, o mesmo vai acontecer, perderemos o investimento.
P. E quais
aprendizados vão ficar depois da pandemia?
R. O melhor
aprendizado é que ciência e sociedade têm que andar juntas. Sem isso,
continuaremos dependendo só de opiniões políticas para decidir se tomar cloroquina contra um vírus ou não, por
exemplo. Isso não se faz com base em opiniões, diz respeito a uma questão
médica-científica. Se ficarmos no jogo político, todos vamos perder.
MEDICAMENTO MOSTRA RESULTADOS POSITIVOS EM PACIENTES COM COVID19
.
FONTE:
O
laboratório americano Gilead anunciou nesta quarta-feira (29) que o medicamento
Remdesivir mostrou resultados
"positivos" em pacientes de covid-19, no âmbito de um grande teste
clínico em parceria com os Institutos de Saúde dos Estados Unidos."A
Gilead Sciences teve conhecimento de dados positivos procedentes do estudo
conduzido pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas sobre seu
medicamento antiviral remdesivir para o tratamento da covid-19", afirmou a
empresa, sem revelar detalhes.
FONTE:
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2020/04/29/laboratorio-americano-anuncia-resultados-positivos-de-grande-teste-com-medicamento-para-coronavirus.htm?cmpid=copiaecola
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